YORIK’S COFFEE CORNER

Hi, this is my blog, and also a guestbook. I publish stuff I do from time to time. Be welcome and feel at home, have a coffee and don't hesitate to drop me a line or two. All languages are highly welcome, especially the most exotic ones (nederlands, bij voorbeeld...).

You are currently viewing only posts tagged as idsampa in this guestblog.

Click here to go back the blog home page, or browse by tag: sketches, freecad, opensource, works, architecture, projects, 3d, blender, detail, talks, inthepress, animations, linux, opensurce, firefoxos, bede, idsampa, photo, gaming, wordpress, webdesign, Architecture, trilhas, orange, cooking, or search the 2016, 2015, 2014, 2013, 2012, 2011, 2010, 2009, 2008, .


in categories  architecture  idsampa  projects  permalink:  23   posted on 11.02.2014 2:12
From Yorik

Reuso dos recuos



Uma dessas coisas péssimas que fazem as construtoras de prédios de alto padrão, quando conseguem juntar vários terrenos, é descartar as frentes de rua que não são a entrada principal. Resultado, como aqui (rua Augusta, a altura do n° 852, fundo de um prédio na rua Bela Cintra n° 201), temos uma fachada de fundos, não usada, sem acesso, com um paredão cego que tentaram "mascarar" com uma pintura bizarra, que abriga 4 ou 5 andares de estacionamento (fazer estacionamento assim é muitíssimo mais barato que enterrado, não preciso explicar mais). Como o código de obras proíbe ter fachadas cegas a rua assim, os autores do projeto provavelmente acharam essa façanha de recuar a fachada para o projeto ser aprovado.



O tipo de solução que adotou este prédio é altamente tóxica para a rua. Ela cria um "buraco negro", um espaço onde ninguém mora, ninguém entra e sai, e na frente do qual, instintivamente, você não gosta de passar a noite. Este pedaço de rua Augusta, literalmente foi morto. Uma rua deve ficar viva, é isso que garante toda a qualidade dela, a segurança, o tecido social, etc. Devem ter pessoas que moram la, e gente que não mora ali mas que vem aproveitar das coisas que tem ali, por exemplo comprar coisas. Isso é basicamente o que ensina Jane Jacobs. Em frente a essa fachada não acontecem nenhuma dessas atividades. É morta.

Pensei que poderíamos facilmente reaproveitar esses espaços. Tem ali 4 ou 5 metros de profundidade, teria como fazer um enorme quantidade de coisas num espaço assim. Os moradores do prédio, que, com certeza, estarão pagando prestações salgadas durante os próximos 20 ou 30 anos, veriam com bons olhos uma possível atividade ali, que daria uma renda ao condomínio sem incomodar eles. Imaginei uma construção, feita de containers metálicos reusados, que poderia abrigar uma loja, ou um café, um restaurante, um espaço cultural, ou outras atividades do mesmo gênero. A construção toda ficaria descolada do chão, de maneira a manter sua permeabilidade.



Esse tipo de solução transformaria facilmente um ato nocivo para a rua em ato favorável, e em vez de ter paredões na rua, teríamos gente que entra e sai, que conversa, que dá uma olhada na calçada a noite, etc. Além disso, os lugares feitos de containers são extremamente legais. Veja por exemplo a famosa loja Freitag em Zürich e vários outros (tem um famoso em São Paulo também).

in categories  idsampa  architecture  projects  permalink:  324   posted on 11.09.2013 24:01
From Yorik

Proposta para o Parque Augusta



Esta é uma proposta para um terreno muito controverso em São Paulo, conhecido como “parque Augusta”. Esta proposta não foi pedida por ninguém, nem é destinada a ninguém. É apenas uma visão nossa, que compartilhamos.

Existem grandes interesses comerciais e corporativos em cima desse terreno, por causa do seu tamanho e da sua excelente localização (perto do centro, perto da rua Augusta, perto da avenida Paulista). Do outro lado, existe um movimento popular já bem organizado tentando transformar esta área em parque público.



A briga por esse terreno já é bem antiga, no blog acima e nos outros sites que ele indica tem bastante material sobre o assunto. Aqui está o que pensamos a respeito:

1. O terreno tem uma enorme área coberta com árvores antigas, que deve sem nenhuma dúvida ser preservada. Um pedaço de “mata” como esse em pleno centro de São Paulo é valioso demais para a cidade e por isso deve ser usado por todos.

2. Confiar em alguma empresa para proteger essa área é altamente arriscado, mesmo obrigando ela a proteger a vegetação (o que já é o caso). É muito fácil eles contornarem a lei e removerem pedacinhos “acidentalmente”, sobretudo visto que cada metro quadrado construível tem um valor muito alto.

3. A localização é boa para empreendimentos imobiliários, mas não muito boa para um parque. A razão principal é que tem muito poucas pessoas circulando em volta dele, pouco comércio e ruas quase desertas (fora a rua Augusta, claro).

4. Já existem vários espaços públicos muito bons muito perto (praça Roosevelt, praça Dom José Gaspar). A praça Roosevelt recentemente passou por uma reforma que achamos exemplar, e o risco é muito alto de prejudicar a nova vida dela.

5. Querer que a prefeitura assuma (desaproprie) o terreno para que ele vire um parque não nos parece muito sustentável... Cada vez que temos um problema na cidade vamos precisar da intervenção divina do prefeito? Um pedaço de cidade deveria poder evoluir no bom sentido sem precisar de uma operação médica para mantê-lo vivo.

6. O principal problema das empresas é que enxergam esse terreno como uma montanha de dinheiro. Elas pensam: “imaginem quantos mil metros quadrados poderiamos construir ali”. Portanto, ninguém está interessado em construir algo pequeno. “Porque se contentar com uns trocados quando se pode obter milhões?” Agora, se o tamanho máximo de construção fosse fixado por lei em algo muito baixo (por exemplo, que se possa contruir em até 20% do terreno), o máximo possível não seria mais esses milhões, e esses “trocados” não pareceriam assim tão pouco...

7. Todo o “fundo” do terreno é um campus da PUC. Se tivesse um acesso entre a PUC e o terreno, permitiria que as pessoas pudessem atravessar até a avenida da Consolação, o que mudaria muito a situação, e um parque começaria a se tornar viável.



Esta proposta nossa é baseada em isso tudo. Pensamos que essa área deve sim virar um parque, e deve ser público. Mas também deve “se virar sozinho” e ser bem diferente da praça Roosevelt, para não competir com ela.

Propomos dividir: destinamos uma área (tracejado vermelho abaixo), de 25 metros de largura, junto à rua Augusta, deixando uma calçada bem larga. Somente nessa área seria possível construir, permitindo uma ou outra excepção, por exemplo, para alguma função que não caberia em 25 metros, como uma sala de espetáculo ou um cinema. Os blocos construidos podem conter qualquer coisa, e ter qualquer forma, e seriam baixos (no máximo 3 ou 4 andares).



O verde escuro, no desenho acima, é a vegetação existente. O verde claro seria complementado, e permitiria fazer várias experiências ecológicas. O impacto construído seria mínimo, mas suficiente para gerar renda, para que alguma empresa decida construir o projeto. Shopping malls com este tamanho existem em todo lugar, o que prova que pode ser lucrativo sim.



Provavelmente São Paulo não precisa de mais um shopping mall, portanto imaginamos algo mais complexo: Uma mistura, um empilhamento de todo tipo de funções: Uma maioria de lojas, claro (é dali que viria a renda do empreendedor, e a rua Augusta é uma rua muito comercial), mas ali também poderiam caber hubs (como este), oficinas e salas no estilo da casa de Cultura Digital, uma creche ou escolinha (tinha uma quase na frente, que foi demolida), uma sala de espetáculos/auditório/cinema que possa ser alugada (aparentemente essas salas fazem muita falta em São Paulo), ou qualquer atividade pública que a prefeitura possa querer por na região (caso eles se empolguem tanto que queiram participar do projeto, quem sabe).

O importante é que sejam funções que tragam pessoas para o parque e ao mesmo tempo se beneficiem das pessoas que estiverem lá, criando uma sinergia entre a parte de parque e a parte construida. Essa é a justificativa principal dessa proposta.



Essa proposta certamente não tem nada de revolucionário. Alias, é uma solução bastante simples e comum. Mas às vezes elas funcionam muito bem...

Mas existem certamente muitas outras ideias diferentes. Um presente bem legal para esse terreno, seria um concurso de arquitetura, onde todos pudessem propor ideias. Com certeza, soluções muitissimo interessantes sairiam de lá.

Enquanto isso, o material que elaboramos nesta proposta está disponível aqui (arquivo do Gimp), com licença Creative Commons. Tem também uma versão pdf deste artigo aqui. Remixe, acrescente a sua, e não deixe de por as suas críticas nos comentários!

in categories  idsampa  architecture  opensource  permalink:  134   posted on 01.09.2010 14:46
From Yorik

Auto-analise de consumo elétrico

Outro dia tentei "dissecar" o nosso consumo elétrico aqui em casa, e ver o que isso representa comparado à média nacional e de outros países, e qual quantidade de painéis solares seria necessária para suprir esse consumo. As fontes de consumo listadas abaixo são todas tiradas da internet, tentei achar os dados mais precisos possíveis, mas deve ter obviamente vários dados errados ou desatualizados. Mesmo assim, tirei várias conclusões interessantes:

1) Até somos bastante eficientes, consumimos metade da média de São Paulo, um quarto da média da França, ou um décimo da média dos USA! Somando todos os aparelhos da casa, chego a 115 kwh/mês, a nossa conta da mais ou menos 110/mês, portanto a estimação deve ser mais ou menos correta.

2) Os nossos computadores realmente não consomem muita energia. O maior culpado, obviamente, é o chuveiro elétrico. Já li que botar o computador em modo "sleep" ou desliga-lo quase não faz diferencia, acho que é verdade. Note que desktops consomem muito mais que notebooks.

3) Precisariamos, no Brasil, apenas 10m² de painéis solares para produzir o que consumimos. O custo dessa instalação, infelizmente, gira em torno de R$ 50 000

4) Uma instalação solar não é interessante sozinha (produz pontualmente pouca energia demais, e não tem como armazenar eficientemente). O interessante é vender tudo que produz para a rede, e comprar o que usa. Na maioria dos países europeus (que é o modelo que se planeja seguir no Brasil), a lei obriga as companhias de energias a comprar o kwh de você mais caro do que vende. Nos USA é o inverso... Não consegui achar se já existe uma tarifa de compra no Brasil.

5) Nos países que mais incentivam o uso de energia solar (Alemanha), a proporção de energia disponível na rede elétrica que é produzida por casas particulares está começando a ficar consequente. O modelo está se comprovando. Tem vários projetos similares na mesa no Brasil, mas como no momento a produção de energia é mais que suficiente para atender o país, suponho que ninguém vê muita urgência nisso...

Aqui vai minha análise detalhada:
aparelho                 w           Kwh       horas/dia       Kwh

geladeira      1                                               27.3
chuveiro       1        5000                      0.5           75
lampadas       4         15                        4           7.2
notebook       2                     2.4                       4.8
Lava-roupas    1        250                       0.15         1.25

                                                              115.55

consumo                           Kwh / mês                 Kwh / ano
comparado

nossa casa                           110                       1320
média SP                             200                       2400
média Brasil                         150                       1800
média França                                                   4000
média UK                                                       3300
média USA                                                     14000

Insolação                         Kwh / ano                 kwh/ano/m²
média
Brasil                               1900                      190
São Paulo                            1700                      170
França                               1300                      130
Alemanha                             1100                      110

painéis              dimensões    Kwh / mês     preço R$   necessários
solares

Genérico              100x100        15.8                       7
Kyocera                140x60        25.2         3000          4
KC120

preço do kwh                       comprar                    vender
em R$
Brasil                               0.31
França                               0.25                      1.29
Portugal                             0.25                      1.45
USA                                  0.15                      0.03

in categories  architecture  idsampa  permalink:  123   posted on 11.08.2010 19:30
From Yorik

#idsampa 5 : Reocupar construções paradas



Este prédio fica na rua Augusta, do lado do studio SP (e em frente a um restaurante bem legalzinho chamado Guta). É um dos vários prédios em construção cuja obra foi parada por não se sabe qual razão jurídico-administrativo-financeira que se encontram semi-abandonados no meio de São Paulo (já vi vários outros para os quais vou tentar fazer outros desenhos mais tarde).

O problema é obviamente que mais tempo a obra fica naquele estado, mais difícil fica de terminar, mesmo se resolvem os problemas citados acima. A estrutura em si não sofre de ser deixada exposta, não perde praticamente nada de estabilidade, mas o grande problema é o acabamento. Num prédio que ficou tomando chuva assim, as alvenarias ficam irremediavelmente úmidas e incrustadas de fungos, poluição, sujeira que tornam o acabamento quase impossível. Você coloca gesso nas paredes, e daqui um ano elas ficam cheias de infiltração e mofo.

Uma solução a esse problema seria assumir a estrutura existente como um mero suporte externo, no qual se encaixam "gavetas", que são os apartamentos. Nenhuma parede interna toca nas paredes externas. Na imagem acima, imaginei gavetas feitas com suportes metálicos e revestidas de madeira. Como trabalhamos com coisas leves, não tem real necessidade do que as coisas estejam exatamente uma acima da outra, e podemos fazer todos os apartamentos diferentes.

Outra vantagem é que deixando a estrutura exposta, ela pode servir para um monte de coisas interessantes, como jardins, passarelas suspensas, etc. A cobertura também viraria um grande jardim comum.


in categories  idsampa  permalink:  306   posted on 07.12.2009 15:18
From Yorik

#idsampa04 : Uma rede de ciclovias para São Paulo




Isto é uma tentativa minha de imaginar uma rede de ciclovias para São Paulo, aplicando a mesma filosofia de corredores ou linhas de metrô (ligar rapidamente e eficientemente pontos estratégicos), e tentando usar e reaproveitar pontos e infraestruturas que já são usados por ciclistas hoje em dia. Também tenta misturar trechos que ligam áreas de trabalho e áreas de lazer de maneira a ser usadas o tempo todo, e por tipos de ciclistas diferentes. Tentei usar ao máximo avenidas grandes, que já são eixos preferenciais, e onde instalar uma ciclovia seria mais fácil.

É claro que isto é um trabalho muito incompleto. Mas tentei também manter a rede simples, como se o desenho tivesse que ser apresentado para alguma autoridade, e não podia assustar eles com um custo muito alto, nem apresentar algo muito complexo...

O mapa que fiz aqui é público e editável por qualquer pessoa... Se você tiver outras idéias, porque não acrescenta-las? Acesse o mapa aqui.

in categories  idsampa  permalink:  297   posted on 24.11.2009 1:08
From Yorik
#idsampa03 : taxis verdes

Esta é do Sander. Uma ideia bem simples, que mudaria radicalmente a cara da cidade: Pintar todos os taxis em verde limão. Qualquer foto da cidade formaria, em vez da tradicional mistura de tons cinza, uma composição surpreendente. Imagine num dia de chuva? Ficaria chocante de tão colorido! Também ajudaria, talvez, a diminuir as pequenas infrações que os taxistas cometem diariamente, como avançar no sinal fechado ou em cima de passagem de pedestres, se fosse mais difícil passar despercebidos...


in categories  sketches  architecture  idsampa  projects  permalink:  226   posted on 29.09.2009 22:39
From Yorik

#idsampa 02: Transformar o minhocão em parque



Isto é uma ideia óbvia, que muitas outras pessoas já tiveram antes de mim, em São Paulo como em várias outras partes do mundo. O minhocão, para quem não vive em São Paulo, é um viaduto implantado de maneira totalmente catastrófica em volta do centro da cidade nos anos 70, destruindo o tecido social de vários bairros. Hoje, forma um "atalho" entre o leste e oeste da cidade, porque permite evitar o centro. Forma, diríamos, um micro-rodoanel.

A questão é de saber o que aconteceria se o minhocão não existisse. Entupiria o centro da cidade, como se temia na época em que foi criado? Eu me pergunto se ao contrário o minhocão não induz mais circulação, e que sem ele o fluxo de carros, em vez de se descarregar nas ruas do centro da cidade, não diminuiria, simplesmente.

O que fazer com o minhocão inutilizado então? Destruí-lo seria gastar mais dinheiro em vão, então porque não transformar ele em um parque gigantesco? O centro da cidade seria transformado, ganharia um cinto verde. Abrindo buracos e escadas, daria até para iluminar um pouco a avenida em baixo. E o prazer de circular a pé e de bicicleta no minhocão no domingo, que aconselho muito provar se você não conhece, seria permitido todos os dias.

Onde já foi feito algo similar:
  • New York: Um antiga linha de trem elevada foi reconvertida em parque suspendido

  • Singapore: O centro da cidade passou por um processo incrível de limpeza e incentivo ecológico, e é hoje a megacidade mais "verde" do mundo.

in categories  architecture  projects  idsampa  sketches  permalink:  210   posted on 13.09.2009 17:10
From Yorik

#IDSAMPA 01: Conversão das marginais em praias




Totalmente absurdo? Impossível? Talvez... Mas nunca pensou que talvez, colocar mais 12 faixas nas marginais não vai fluidificar transito, mas simplesmente aumentar o número de carros nas marginais? E que os rios estão neste estado não tanto porque administrações, indústrias e cidadões despejam alegremente seus esgotos dentro, mas porque, já que não é possível chegar perto, não despertam nenhum sentimento de apropriação e portanto são considerados como esgoto por todo mundo?
Portanto, talvez retirar as vias marginais, em vez de duplica-las, poderia, quem sabe, ter o efeito inverso? Talvez não ia entupir o resto das avenidas da cidade, porque ia forçar os motoristas a repensar seus hábitos? Talvez ter praia em São Paulo ia ser um evento tão incrível que consiga alcançar os municípios a montante e incitar eles a também iniciar operações de limpeza do rio? E quem sabe, até os iredutíveis motoristas ficariam tão encantados que perdoariam a retirada das marginais...

Onde já foi feito algo parecido:
  • Zürich: Pode beber água de qualquer rio da cidade, e em toda a cidade tem decks, piscinas e outras instalações para as pessoas poder tomar banho
  • Seoul: Limparam o rio principal da cidade, que estava num estado próximoao Tietê...
  • Paris: Fizeram um parque gigantesco (La Villette), em cima de uma área pos-industrial totalmente desgastada.